sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Trevas contemporâneas


Torpes trevas invólucras na esfera
Turba decadente louvando o ócio mental
Lodaçal era, jorrada sem quimera
Sanguessugas incultos em inércia jovial

Viajantes sem alma pulsante
Adornados em vazias lamúrias
Príncipes de um reinado ignorante
Inertes pintores de um quadro sem fúria

Pouco restou aos ínfimos auspiciosos
A glória de outrora sucumbiu à ruína degradante
O vento inepto soprou as velas dos rebeldes fogosos
Mas o coração ainda insiste, arquejante, arquejante...

8 comentários:

ॐ Shirley ॐ disse...

Evandro, eu diria que mais de dois terços da humanidade, é exatamente assim, como você descreveu nesse bonito poema... Atingimos o terceiro milênio e a maioria dos seres humanos , não sabe quem é, de onde veio e para onde vai.
Amigo, que 2016 traga, para você e família, muitas bençãos, paz, saúde, amor e alegrias!
Abraços!!!

Lady Viana disse...

Amigo, Evandro, muito lindas e profundas as suas linhas. Realmente, ainda estamos a nossa própria procura, em um mergulho íntimo, profundo e por muitas vezes solitário, ainda vale a pena essa viagem exploratória, ainda vale...
Feliz 2016, repleto de paz, saúde e muitas alegrias.
Um abraço amigo!

Fábio Murilo disse...

Me lembrou o movimento simbolista e a poesia de Cruz e Sousa. Bem ritmada e cheia de imagens. Bela construção meu caro. Feliz ano novo pra ti também. Abraços!

Zilani Célia disse...

OI EVANDRO!
ENTÃO, AINDA HÁ UMA ESPERANÇA, POIS, APESAR DE TUDO, NOSSO CORAÇÃO AINDA INSISTE E PULSA... E PULSA...
LINDO. AMIGO TE DESEJO UM 2016 DE MUITAS REALIZAÇÕES E MUITA PAZ.
ABRÇS
zilaniceliablogspot.com.br

© Piedade Araújo Sol disse...

actual e muito forte...com muita verdade.
um bom ano para você.
e um beijo
:)

Paulo Silva disse...

Palavras cheias de emoção, força. Forte poema.
Um abraço e feliz 2016!

Fê blue bird disse...

Um poema pungente que revela a realidade.
Só desejo que os nossos corações resistam a estas trevas.

Um beijinho

Anderson Lopes disse...

Que tempo é este, meu caro amigo!
A tua poesia resume bem.
"os ombros suportam o mundo."

Abraço