quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Nefasto labirinto


Sol em brilho ínfimo

Olhar vazio em magia

Alma circundada
em infinito inverno

Decadente corpo

Rasteja melancolicamente
ao nada

Febril gota de pranto

O último respirar da vida
clamou ao longínquo
mar de alegrias

Um braço de água
para irrigar
a esmaecida e degradada
floresta de concreto

Ela tenta fugir
do nefasto labirinto humano

Ainda resta a dança no fogo
das imaculadas pistas
dos castelos de sonhos
de criança

Que a aurora
tarde a surgir...