terça-feira, 1 de outubro de 2013

Platônico


Ir até o inferno

e beijar a boca do perigo

Saborear o batom rubro

do prazer adormecido

Abraçar as pétalas de rosas

e ancorar em um jardim

de sensual abrigo

Buscar um brilho suave

no luar desconhecido

Entrelaçar pernas e braços

em gemidos docemente selvagens

Levantar dos sonhos insanos

e deixar cair uma lágrima

de rara felicidade

Espelho,

ó Deus dos derrotados,

porque me torturas

com a falta de coragem?