domingo, 1 de setembro de 2013

Burguesia vadia


Juventude desvairada



Germinada pelas ruas da cidade



Em miríade de futilidades enraizada



Regada à diária e ínfima ociosidade





Avarentos e desprezíveis olhares



Medindo a turba da face aos calcanhares



Rugindo preconceito aos oprimidos peregrinos



Sendo desta selva pérfida seus mais trevosos felinos





Imagens em luxuosas grifes esculpidas



Bolsos em questões de segundos



com suas carteiras despidas



Até a fome é tratada com modismo idolatrado



Em dois bocados



o dispendioso sanduíche americano é exterminado





Educação rasgada em negra estupidez



Sanidade esquecida em prantos de viuvez



Amizade bordada em coloridos pontos materiais



E aos erros a infinda imunidade



concedida pelos papais





Juventude desvairada



Por nojentas futilidades alucinada



Conduz esta pátria com sua ânsia pútrida de existir



Rumo à derrota anunciada nesta falta de porvir