sexta-feira, 1 de março de 2013

A fé dissipada...


É a mediocridade que impera...



O aborto mental vai jorrando

os fetos do conhecimento

Simplórios e frívolos seres navegantes

em mares de alienação

buscando uma calmaria mórbida



Regras de um jogo desigual!



O coração ainda pulsa

tentando irromper por uma trilha de vitória

Mas o pranto escorre vermelho,

como a bala que beija toda santa esquina

A ferida está na alma,

uma cicuta astuta envenena nossa pálida lucidez



O cansaço é latente

A face enrugada denota o sentimento

que vivemos em um mundo de anedota



A visão é turva,

nosso outrora uivo hoje é um anêmico miado

O amor é dissipado,

lentamente testemunhamos a falta de legados

A límpida beleza do saber foi estuprada

Ultrajante é render-se a maltrapilha ignorância

que vai fincando no espírito a lança da inércia



Esse cenário nos amedronta...



A guerra é inevitável,

sísmico abalo dos sentidos jocosos!

O chão é cheio de trincheiras de melancolia

decepando os sonhos íntimos do funesto dia a dia

Alcançamos o limiar da destruição

Uma morte a conta gotas!

O sol nasce perplexo

e seu reflexo evidencia a atroz constatação:



O inferno venceu a fé da oração!