quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ode a Rimbaud




Rosto angelical desbravador de um hermético destino

Rumando em oceanos boêmios em um barco embriagado

Esboçando demoníacos versos em seu sangue de menino

Iluminado vate, na esfera da genialidade fecundado



Uivando a canção da torre mais alta da insanidade

Destilando a alquimia do verbo em suas cartas videntes

Incendiando os conservadores pilares da humanidade

Deixando as coloridas vogais como mágicas sementes



Viajante solitário em uma hipnótica estadia no inferno

Relembrando as pequenas namoradas em luares africanos

Os corvos tentaram ofuscar sua saga de moderno

Em um lodaçal sombrio regado por invejosos puritanos



Adormecido no vale da imortalidade, superou a morte

Espiando o atual mundo ouvindo ao fundo, aprazíveis cantilenas

Beijando sua alva Ofélia e a cobrindo com um abraço forte

Colhendo do céu a estrela que chorou rosa em sua juventude nas Ardenas