domingo, 1 de julho de 2012

Lodaçal


Vidas aprisionadas em calabouços mentais

Ecléticas desgraças acendendo velas

Enlevos abreviados em uivos joviais

Estampados nos alvos vestidos das mortas donzelas



A escuridão beija as gélidas faces

A brisa assopra taciturnas almas

A alegria chega em poucos disfarces

Ínfima onda em um oceano de traumas



A poesia desapareceu no empoeirado porão da memória

Flores murcharam e rios secaram em um lodaçal perdido

O dinheiro reina no negro sentido da rústica história

A esperança jaz na humanidade de coração ferido



E os passos seguem na trilha do medo

Somos trêmulos observadores do final anunciado

O poeta desistiu com seus versos de degredo

O assassino triunfou com seu sangue declamado!