domingo, 1 de abril de 2012

Filhos da guerra

Mísseis ecoam rubros em faixas e territórios
Rabiscando diariamente o outrora céu de brigadeiro
Vertendo uma terrível miríade de velórios
Esmagando paupérrimas famílias por inteiro

Derrubam homens como uma brincadeira de dominó
Um a um se escorando no chão esmaecido por desgraças
Prosseguindo em uma peregrinação sem dó
A um deserto sombrio habitado por todas as raças

Oh! Natureza, tu que a seus filhos deu a dádiva da vida
Embalando-os em majestosas santidades
Atesta a incessante atitude suicida
Louvada em uma estadia de gélidas felicidades

Guerras de tanto tempo, é até desprezada a história
Pelos “deuses” dos altares, templos e palácios dourados
Recomendando uma grande medalha no peito para honrar a memória
De suas “crianças”, ornadas pelos buracos dos sonhos roubados