domingo, 4 de dezembro de 2011

A caminho da luz

Ruas simetricamente silenciosas
Solitárias, repousam suas carcaças esburacadas
A brisa afaga o céu com um odor de rosas
Ornando a iluminada sala com o pranto da madrugada

Passos tênues marchando para a despedida
Vertendo valsas tristes em solo sombrio
Tocando a testa gélida da findada vida
Que colhe a paz em etéreo plantio

À tarde, ao batismo do sol flamejante
É lacrada definitivamente em sua física moradia
Deixando a saudosa lembrança doravante
A cada manhã de esperança que se irradia

Tudo consumado, a carne levemente descansa
E a alma voa em asas de pássaro jubiloso
A missão é cumprida e é levada na maré mansa
Dos azuis oceanos, aos braços do criador misterioso