segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A lua



Surge enigmática no fastígio do céu estrelado
De início tímida, bela e altiva dama
Tecendo em linhos dourados seu véu engalanado
Vestindo a turba terrestre, paradoxo em alegria e drama

Seu olhar largo em claridade acolhedora
Rasga em linhas insólitas o planeta em suas léguas
Escondendo uma angústia taciturna e sofredora
Ao testemunhar queda, as barbáries sem tréguas

Flutua levemente sobre mares, montanhas e ruas
Conjugando o verbo amoroso dos poetas solitários
Romântica sonhadora em ainda colher canduras
Nos jardins de asfalto ornados por lírios sanguinários

Ainda continua seu trajeto, nem o pranto a esmorece
Finda a madrugada e recolhe-se em nuvens de travesseiro
Descansa sua alma em louvor a mais um dia que amanhece
Para que este a presenteie com um despertar alvissareiro


16 comentários:

Lara Amaral disse...

Lindíssimo poema, parabéns!

Beijo, Evandro.

LÁGRIMAS DE UMA FLOR disse...

Você conseguiu descrever muito bem a lua. Tenho um fascínio por essa beleza noturna. Sou privilegiada por tê-la sempre rasgando a escuridão dos mares de Salvador/Bahia.
Você tem um quê de poeta português, nessa poesia senti uma pontinha de Fernando Pessoa, das lágrimas de Portugal, dos mares dante nunca navegados. Parabéns, sou sua fã!!!!!!

Michele Santti disse...

Intenso e autêntico.

Úrsula Avner disse...

Olá poeta, fluente e abundante lirismo em bela forma de poesia... Grata pelo carinho. Um abraço.

Adriana Karnal disse...

muito lindo...gostei do teu blog

ღ Sensitivity ღ disse...

Muito bonito. Uma linda e abençoada semana para você. Beijinhos estalados.

Marly Bastos disse...

Evandro, li embevecida o seu poema.
Maravilhosa a sua forma de poetar essa dama de prata, que encanta tanto os românticos.
Beijokas doces!

Marly Bastos disse...

Ahh Estou com blog novo e visual novo. O palavreados ao vento eu exclui e agora estou com o
http://palavrasaobelprazer.blogspot.com/
Quando puder, visite-me!

Fred Caju disse...

Atire a primeira pedra quem nunca contemplou a lua. Bravo!

Denise Portes disse...

Eu so posso dizer amém a esse belo poema.
Um beijo
Denise

Rabisco disse...

Gostei muito de tudo aqui.
Maravilhoso!

Abraço...grande

http://rabiscosincertossaltoemceuaberto.blogspot.com/

Matheus Marins Alvares disse...

Tá muito bem escrito mesmo esse. A sensação de uma noite completa em um minuto.

Nara Sales disse...

A lua é deveras fascinante. Falaste dela com tanta doçura e brandura que enamorei-me ainda mais por ela.
Belo poema, belo blog.

Sílc disse...

Linda sua Casa Evandro. Obrigada pelo aprendizado! Já estou a te seguir!
Com carinho,
Síl
"Não quero a garoa fraca e mórbida de dias nublados, eu quero a tempestade, aquela que molha as vidraças, que lava a alma e fecunda a terra, água fértil, e desenfreada, que não acha limites, absoluta.
Eu quero a essência contida no frasco da liberdade, quero me embriagar de vida e me vestir de alma, eu quero a lua."
[Pâmela S. Melo]

Sílc disse...

Linda sua Casa Evandro. Obrigaa pelo aprendizado. Já estou a te seguir.
Com carinho,
Síl

Não quero a garoa fraca e mórbida de dias nublados, eu quero a tempestade, aquela que molha as vidraças,que lava a alma e fecunda a terra, água fértil, e desenfreada, que não acha limites, absoluta.

Eu quero a essência contida no frasco da liberdade, quero me embriagar de vida e me vestir de alma, eu quero a lua."

[Pâmela S. Melo]

Ely disse...

A lua é realmente fascinante, enfeitiça quem se atreve a olhar para ela, acho que vc também foi fisgado :)

Bela poesia! Parabéns!

beijo da ranzinza da sua vida!