terça-feira, 15 de março de 2011

Ode a juventude


Partia livremente pelas ruas
Braços guiados pelo sussurro dos ventos
No céu, as flamejantes estrelas nuas
Ornavam de desejos meus pensamentos

Camisa negra e jeans desbotado
Uniforme da boêmia madrugada
Moldava o corpo açoitado
Pela vil e diária jornada

A chuva gentil molhava minha fronte
Eu, impetuoso aspirante a eterna aventura
Deleitava-me com um novo horizonte
Avistado em herméticos jogos de loucura

Hoje, a lembrança é um vulto, um degredo
Quanto me faz falta a eclética inquietude!
A vida racional me deixa irracional e com medo
De perder o fogo selvagem de minha fantástica juventude